Surrealismo

Como quiseras, talvez…
Tempo viras.
Como de veras preves…
Amanhã dirás:
“Já é tarde para o regresso?”
Responderei sem medo:
“Silêncio, ao tempo peço”

Já faz horas
Que relógios não me levam à tempo
E quando demoras…
Sinto-me jogada ao relento.

Volta e meia e o ponteiro
Escuto ao meu ouvido sussurrar
Recordo-me de teu cheiro
Que tantas horas me fez parar

Soube que falastes para alguém
“O tempo é relativo”
Pois saiba meu bem
Que é do passado que eu vivo.

Já não me importa
Que horas, que dia e em que ano estamos.
O futuro nos abre a porta
Por isso regresse onde paramos…

Pode frio lhe parecer
Mais ao preocupar-se com o tempo
Estarás contigo despreocupando-se.

Se ainda tens alguma cicatriz…
Deixe sua alma transcender!
Se queres ser feliz…
Deixe o tempo escorrer

Cecília Richter

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Sobre Richter

A realidade não me é conveniente.
Esse post foi publicado em arte, de minha autoria, poesias. Bookmark o link permanente.

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