Suas coisas irei queimar…


O que irás fazer agora, tu, pobre moça do coração iludido? Onde irás buscar forças para se reerguer depois da triste infelicidade de ver morrer o sentimento que tanto cultivaste e deste preferência? E junto com tal sentimento, foi-se tua própria alma. Tudo o que antes lhe confortava, agora lhe faz sentir tão tola… tudo que parecia tudo, agora nada mais é que nada para tua amarga pessoa.

As fotos lhe trazem ilusões tão reais, mas são apenas imagens de um passado que já não mais lhe pertence. Na verdade, nunca pertenceu. Vestiste ao longo de tua falsa vida, mascaras e fantasias de menina feliz. Hoje, para o espanto de todos, elas já não lhe caiem bem. Terás agora, burro anjo arrependido, que se firmar em coisas reais, pois nenhuma belíssima canção, nenhum genial livro de romance, nem o gosto amargo do gim, nenhuma promessa ou oração, nenhum veneno fortíssimo, nem todo dinheiro do mundo e talvez até, nem o sono profundo faça com que tu esqueças a dor que sentes.

Sua demente! Deixe essas tralhas que te davam essa pseudo-sensação de felicidade aqui no chão que depois irei queimá-las antes que tarde seja. Agora levante-se, vá para seu quarto e vista seu vestido mais bonito. Ao voltares, erga a cabeça, vá para bem longe daqui e conforme-se com a mais pura e cruel realidade: o mundo real.

Cecília Richter

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Sobre Richter

A realidade não me é conveniente.
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