Mais um Adeus

Como toda despedida, uma dolorosa forma de se ver só. Mas suas lágrimas me fizeram ver que alguma coisa de mim sempre ficará por lá.

Desejo a elas muitas coisas boas. Que elas nunca percam o brilho maravilhoso que cada uma tem. E desejo-lhes força, muita força. Pois em frente a dor temos duas escolhas: uma é sentar, chorar, se lamentar e ficar esperando que a dor passe quando enfim chegar o sono profundo ou levantar e decidir lutar por si, fazer da dor um instrumento para ser alguém melhor. É exatamente de pessoas que escolhem a segunda opção que o mundo precisa. E é exatamente isso que vi nelas, desde o primeiro dia. Todas elas com uma essência linda, apesar de tantas feridas não cicatrizadas.

Mas o que eu mais quero é que elas construam famílias lindas, que tenham um monte de filhos, que ensinem eles a serem como elas e que eles passem isso para os seus netos, para que dissemine seres humanos incríveis de coração bom mundo afora.

Quem sabe nos reencontramos nas incertezas de um futuro vasto, nas coincidências surpreendentes da vida, nas estradas cruzadas, rodovias imensas dos destinos que cada uma escolher.

Não fiquei com nenhuma foto delas, elas também não ficaram com nenhuma foto minha. Mas levo comigo, estampado no peito, o que elas deixaram em mim: a certeza de que vale a pena acreditar nas pessoas.

Cecília Richter

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Sobre Richter

A realidade não me é conveniente.
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