Vontade de ser Deus

Caminhava na beira da praia, de madrugada, quando reparei no som magnífico das ondas e na lua esplendorosamente linda que parecia ter vindo me abençoar. Não pensei muito, fui logo entrando no mar e vi que não há limites para o sentir.
O que presenciei foi tão incrível que nada mais naquele momento parecia ter importância. Fui adentrando na água e tendo aquela já velha sensação de estar indo contra a maré e na minha frente, naquela escuridão imensa, eu não sabia mais o que era céu e o que era mar. Eram ambas exatamente da linda cor azul, um azul violento.
O meu corpo todo silenciou-se naquele momento supremo e o mundo parecia infinitamente maior do que tudo que eu já tinha visto. Mergulhava entre as ondas e sentia uma grandeza enorme dentro de mim, uma grandeza indescritível, que fez com que eu me sentisse parte de um todo bem maior, um todo maior que tudo.
Depois sentei na areia e meus olhos não conseguiam desviar daquela lua. No moleskine tentei fazer alguns rabiscos, mas vi que não haveria no mundo artista magnífico que reproduzisse a lua do jeito como eu a percebia. Tudo tão perfeitamente sublime que me deu vontade de ser Deus.

Cecília Richter

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Sobre Richter

A realidade não me é conveniente.
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Uma resposta para Vontade de ser Deus

  1. renata martins disse:

    bem! o maior arquiteto do universo.. de veras…

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