Nossos sonhos estão sendo marginalizados.

 

Quando o coletivo sobrepõe-se ao individual

Por raiva, não por imposição

Se amando, não massificando

É quando a gente sente que faz parte de um todo bem maior

Muito maior que o limitado espaço físico que nossos corpos ocupam.

O que nos mobiliza é essa vontade borbulhante de poder cantar.

Cantar os nossos sonhos, abrir os nossos braços, poder sorrir sem medo.

Dignidade humana é poder

Poder ser ouvido, respeitado, correr o mundo, quebrar os muros.

Muros que também não são só físicos,

São aqueles muros construídos dentro de cada um de nós durante tanto tempo.

Desde que viemos, cada um de nós, a esse mundo bandido

Tantos nos dizem sempre o que fazer, como se adequar

E hoje os bandidos somos nós.

Essa sociedade, que tão cheia de falsos moralismos

Nos engana dizendo que somos livres.

E dizem que devemos aprender a aceitar calados.

As instituições de ensino continuam a nos domar feito éguas.

Mas algo dentro de nós continua vivo, algo que é inadestrável.

Então lutamos juntos

Como um compartilhado sonho infantil de onipotência:

Tudo podemos.

Os perigos que se corre? Pouco importa.

Os corpos vibram querendo tirar aquela venda

Que diáriamente tentam nos botar nos olhos.

Aquele “não” que nos impede de ser quem quisermos

Aquela coisa presa na garganta, que sufoca, que quer sair.

Tudo isso faz com que as esperanças se conectem de uma forma quase mística

E sai assim, feito vômito, em revolucionários discursos de libertação.

O que sou eu e o que não sou eu nisso tudo?

A linha é tênue.

Mas então ficamos unidos em um só:

Esse povo, essa massa que forma a prova concreta que

O futuro está na mão de cada um de nós.

E temos sim a força.

A força e a coragem que só quem tá do lado pobre tem.

Somos visionários, fomos além, pensamos além.

Por isso somos, hoje, olhados como se fossemos marginais.

E que isso nunca morra dentro de nós.

Pois é justamente isso que faz desacomodar

Tudo aquilo que nos impede de sermos maiores.

O mundo parece esperar muito de nós.

Libertemos então, as correntes que só nossos olhos libertários parecem ver.

 

Cecília Richter

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Sobre Richter

A realidade não me é conveniente.
Esse post foi publicado em de minha autoria, pensamentos. Bookmark o link permanente.

4 respostas para Nossos sonhos estão sendo marginalizados.

  1. Lucas Kafruni disse:

    Muito bom, mesmo!

  2. Ronny disse:

    Maravilhoso!!!

  3. Nath disse:

    Ótimo!! Parabéns!!

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