Nossos Loucos Corações

Os três textos abaixo foram escritos por nós três, pela técnica de livre associação de idéias, numa noite muito insana onde o resultado não poderia ser outro senão a arte.

Nathalia:
Nomear não nega nenhuma novidade!
Não! Nutra nossa necessidade nula que nasce do novo.
Navegar nas noites da nata.
Naufragar no niilismo negativo do nojo.
Nordeste nessa notificação, natividade de novo.
Neruda não negou.
Não nasça negando o neutro.
Nasça navegando na novidade.
Noutros níveis, navegue nadando.
Nunca ninguém notou que
Nutria nela nossos novos núbios de navalha.

Luísa:
Largue os livros!
Leia lacunas lacrimosas dos lugares longe
Laços lentos e com ladrilhos largos.
Louca! Ligue a lucidez!
Lutas em litros.
Ligue a lupa, lave o lindo
Lápides de lírios, lamba as larvas
Leprozas letras, livre-se dos limos do lado.
E as labaredas das lésbicas?
Lembra-te do lúdico?
Linda é a lua que louvas.
Lá as leopapardas são livres.

Cecília:
Cale calos cegos!
Calmamente cuidados por coisas caóticas
Cultivas corvos e caveiras
Cadernos canônicos para cacos de cânceres.
Centralize o cérebro!
Célebre a cantar…
Calcule contos, crie calendários
Crise cretina!
Canções cultivadas nos cantos e caminhos
De certos corações

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Sobre Richter

A realidade não me é conveniente.
Esse post foi publicado em arte, de minha autoria, poesias. Bookmark o link permanente.

Uma resposta para Nossos Loucos Corações

  1. Dustin disse:

    Muito massa mesmo a aliteração…

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