Grito

Não, não irei sem grito.
Minha voz nesse dia subirá.
E eu me erguerei também.
Solitária. Definida.

As portas adormecidas abrirão
Passagem para o mundo

Meus sonhos, meus fantasmas
Meus exércitos derrotados
Sacudirão o silêncio de convenção
E as máscaras de piedade compungida.

Dispensarei as rosas, as violetas
Os absurdos véus sobre meu rosto.

Serei eu mesma.
Estarei inteira sobre a mesa.
As mãos vazias e crispadas
Os olhos acordados
A boca vincada de amargor.

Não. Não irei sem grito.

Abram as portas adormecidas
Levantem as cortinas
Abaixem as vozes
E as máscaras

Que eu vou sair inteira.
Eu mesma. Solitária.
Definida.

Lila Ripoll

Anúncios

Sobre Richter

A realidade não me é conveniente.
Esse post foi publicado em poesias. Bookmark o link permanente.

Uma resposta para Grito

  1. Pingback: Grito « lima verde

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s