Ser humano nesse mundo de animais

Minha sede de mudança é muito maior do que os meus pés são capazes de suportar. E por isso eles hoje estão tão calejados. Nasci para bater de frente com a vida, sentir o mundo na pele, tomar a dor dos oprimidos num só gole e percorrer os dias de uma forma fugaz e urgente. Por isso acho que se eu acreditasse em destino diria que o meu é lutar por liberdade. Sempre fui de nadar contra a maré. Prometi para mim mesma não me deixar levar pela correnteza. Até hoje eu pago caro por essa promessa, porque abri mão do mais fácil, do mais cômodo. Deixei de ser o que queriam que eu fosse para me tornar outra coisa. Alguma outra coisa que eu ainda não sei bem o que é, mas que aprende a cada dia a aceitar os seus defeitos, assumir as suas culpas, não se entregar a passividade, questionar o inquestionável, nunca perder a sensibilidade e aprender a beleza e a dor que é ser humano nesse mundo de animais.

Cecília Richter

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Sobre Richter

A realidade não me é conveniente.
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